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20 de junho de 2017

STF deve evitar a prisão de Lula, mesmo depois de condenado pelo Juiz Sergio Moro e depois pelo TRF-4



A Jornalista Mônica Bérgamo publicou em sua coluna da Folha que o ex presidente Lula deve se safar da prisão, mesmo se condenado na primeira e segunda instância.
Diz  a colunista que o STF pode evitar que Lula mesmo condenado seja preso de imediato. A maioria da corte tende a seguir a tese de que a regra hoje permite a reclusão depois  depois que a sentença de um magistrado é confirmada pelo Tribunal de segunda instância. Mas não obriga que isso seja feito. A Jornalista afirma que adiante da comoção que uma prisão de lula poderia causar ainda ns vésperas ou mesmo no ano eleitoral, o STF na opinião de alguns de seus integrantes, optaria por garantir que ele espere em liberdade até que eventual sentença condenatória seja confirmada pelos tribunais superiores de Brasília, em ultima instância.

Segundo a coluna da Folha, Lula se encontra em seu território e conta coma proteção de ministros simpáticos: Apesar da permissão para a prisão depois de julgamento na segunda instância, magistrados do STF já tem decidido no snetido de permitir em liberdade até o julgamento de seus processos em terceira instância. Pelo menos cinco ministros tenderiam a adotar essa conduta: Marco Aurélio, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Já a possibilidade de Lula escapar da lei da Ficha limpa  com base em liminar do STF, como imaginam setores do PT, é considerada como imaginam setores do PT, é considerada remota. Por ela, se condenado em segunda instância, o ex presidente não poderá ser candidato em 2018.

Vale lembrar que o STF finge ignorar outra situação absurda, que é a possibilidade de um réu se candidatar à Presidência da República. Os ministros estão se fingindo de mortos em relação ao assunto, que deveria ser incluído na ação que determina que réus não possam fazer parte da linha sucessória da Presidência.

Com Informação da Folha

Lula pede exoneração de procuradores da Lava jato



SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira (20) a exoneração dos procuradores da Lava Jato que o acusam de receber propina da empreiteira OAS por meio da posse de um apartamento tríplex em Guarujá (SP).
A defesa do ex-presidente apresentou nesta terça as alegações finais na ação penal, que já está pronta para julgamento do juiz Sergio Moro. Nela, os advogados buscam comprovar com documentos que Lula nunca foi proprietário do imóvel.
Em entrevista de cerca de dez minutos à rádio "Tupi AM", do Rio, durante o programa do radialista Antônio Carlos, ele disse que a acusação é uma "piada" e que agora os procuradores não sabem sair da "grande mentira" que contaram.
Lula disse não acreditar que possa ser preso em razão da ação penal e que espera que o magistrado possa "definitivamente anunciar ao Brasil" a sua inocência no processo. "Eu já provei minha inocência. Agora quero que eles provem a minha culpa", disse.
Perguntado pelo radialista se acredita que possa ser preso, Lula se defendeu e afirmou que não, porque "no Brasil e em outros países é preciso ter cometido um crime, um delito, alguma coisa errada" para que isso aconteça.
"No meu caso, os procuradores da Lava Jato que estão fazendo essa denúncia contra mim deveriam no fundo, no fundo, ser exonerados a bem do serviço público, porque eles inventaram uma grande mentira, junto com os meios de comunicação, sobretudo com a Globo, e agora eles não sabem como sair da mentira que contaram", afirmou.
"Se você pegar a peça de acusação que eles entregaram ao juiz Moro na semana passada, você vai perceber que é uma piada, não é uma acusação. Hoje nós estamos entrando com a nossa defesa. Espero o que o juiz Moro leia nos autos do processo para que possa definitivamente anunciar ao Brasil a minha inocência", disse Lula.
O ex-presidente negou a todo momento se anunciar como candidato à Presidência da República em 2018 e até disse que o Ministério Público está tentando abrir um processo contra ele por antecipação de campanha, mas sempre que perguntado pelo radialista, demonstrou disponibilidade em concorrer as eleições.
"Se for necessário, serei candidato e estarei à disposição do povo brasileiro para provar que é possível fazer o povo voltar a ser alegre. Se for necessário, e eu voltar, nós vamos consertar esse país. Dá para consertar esse país, nós já provamos isso uma vez. É só acreditar no povo", afirmou Lula.
O petista criticou o governo do presidente Michel Temer e o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, chamando-o de golpe. "Fizeram o golpe prometendo que melhorariam o Brasil. Essa promessa não aconteceu. O Brasil piorou. Retiraram uma presidenta democraticamente eleita. Agora é preciso eleger um novo presidente ou presidenta", disse o ex-presidente.
Lula afirmou ainda que as reformas trabalhista e da Previdência propostas pelo governo estão "demolindo" as conquistas de muito tempo dos trabalhadores. "Se quiserem resolver o problema da Previdência Social, tem que fazer a economia voltar a crescer", disse. "Essa reforma, se tiver que ser feita, tem que sentar com os trabalhadores, para ajustes de modernização", completou.
Fonte: Folhapress

Primeira Turma do STF julga nesta terça pedido de prisão de Aécio Neves Ao recorrer da decisão de Fachin que negou pedido, Janot diz que tucano continuou funções políticas mesmo após afastamento; defesa nega tentativa de atrapalhar Lava Jato e se diz vítima de armação.







Por Renan Ramalho, G1, Brasília

20/06/2017 05h00 Atualizado há 6 horas









STF julga pedido de prisão contra Aécio Neves



O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá julgar nesta terça-feira (20), a partir das 14h, um novo pedido de prisão apresentado pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) .


O pedido será analisado pela Primeira Turma da Corte, formada pelos ministros Marco Aurélio Mello (relator do caso), Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux. Caso seja acolhido pela Corte, a Constituição prevê que o Senado se reúna para decidir se mantém ou não a prisão.


A carta constitucional determina que um senador só pode ser preso em flagrante se tiver cometido um crime inafiançável. De acordo com a PGR, o caso de Aécio se encaixa nessas previsões constitucionais.


Mesmo assim, o tucano só pode ser levado à cadeia se ao menos 41 dos 81 senadores avalizar a eventual ordem de prisão da Suprema Corte. Se a Primeira Turma decidir prender o parlamentar, o processo deverá chegar ao Senado em 24 horas.




Exercício do mandato




Além do pedido de prisão, a Primeira Turma do STF também deverá examinar um pedido da defesa de Aécio para que ele retorne ao exercício do mandato, do qual foi afastado em maio por determinação do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte.


A prisão e o afastamento de Aécio Neves foram pedidos, segundo a PGR, para evitar que o parlamentar tucano atrapalhe as investigações nas quais já foi acusado pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça.


Segundo os procuradores da República, Aécio atuou em conjunto com o presidente Michel Temer para impedir as investigações da Lava Jato.


Em 18 de maio, Fachin negou o primeiro pedido de prisão do senador do PSDB apresentado pela Procuradoria e determinou apenas o afastamento de Aécio das atividades parlamentares.









Janot reforça pedido de prisão contra Aécio e anexa foto dele em encontro com políticos



Ao recorrer da decisão de Fachin que negou o pedido de prisão, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, argumentou ao Supremo Tribunal Federal que o tucano continuou exercendo as funções políticas mesmo após o afastamento.


Para demonstrar que o senador afastado descumpriu a decisão judicial de se afastar das atividades parlamentares, Janot anexou uma foto publicada pela assessoria de Aécio no Facebook, em 30 de maio, na qual o senador estava acompanhado dos senadores tucanos Tasso Jereissati (CE), Antonio Anastasia (MG), José Serra (SP) e Cássio Cunha Lima (PB).



Em post no dia 30 de maio, Aécio Neves diz que se reuniu com senadores do PSDB para tratar de votações no Congresso (Foto: Reprodução/Facebook)









Ministros do STF negam liberdade à Andrea Neves




Derrota da irmã no STF




Na semana passada, a mesma Primeira Turma do STF, que irá julgar o pedido de prisão de Aécio, negou liberdade à irmã do senador afastado, a jornalista Andrea Neves.



Por 3 votos a 2, o colegiado negou a solicitação da defesa da jornalista por entender que ela ainda apresenta risco de cometer novos crimes.


Andrea foi presa porque há suspeitas de que ela tenha pedido dinheiro ao empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, em nome do irmão. Ela é considerada operadora do senador nas investigações da Lava Jato.









Senador Aécio Neves nega acusações feitas por Delcídio do Amaral




O que diz Aécio




Desde que surgiram as delações de executivos da JBS e os pedidos do Ministério Público, Aécio tem negado em notas à imprensa e em vídeos nas redes sociais todas as acusações.


O senador afastado diz, por exemplo, que é vítima de "armação"; afirma que não atuou para beneficiar a JBS; e diz também que provará a inocência dele.


"Essa armação me tornou, hoje, alvos de acusações e de suspeitas e levou a medidas injustificáveis, como a prisão de meus familiares, que não cometeram nenhum ato ilícito", afirmou o senador afastado em um vídeo publicado no Facebook em 23 de maio.


Além de estar afastado do mandato parlamentar, Aécio, que se licenciou da presidência do PSDB, foi proibido de ter contato com outros investigados e de deixar o país.


Sobre o afastamento, Aécio Neves diz que tem cumprido “integralmente” a decisão de Fachin e se mantém afastado das atividades parlamentares.





Outros pedidos




Na sessão desta terça, a Primeira Turma também deverá analisar pedidos de outras pessoas investigadas junto com Aécio. A irmã do senador, Andrea Neves, recorreu contra decisão da Turma na semana passada que manteve sua prisão preventiva. A defesa também quer que sua investigação seja remetida para a Justiça de São Paulo.


Os ministros também vão analisar pedidos de soltura de um do primo de Aécio, Frederico Pacheco, e outro de Mendherson Lima, ex-assessor do senador Zezé Perrela.


Eles também foram presos por transportarem R$ 2 milhões pedidos por Andrea ao empresário Joesley Batista em favor de Aécio.


G 1
http://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/primeira-turma-do-stf-julga-nesta-terca-pedido-de-prisao-de-aecio-neves.ghtml

18 de junho de 2017

Igreja Metodista nomeia pela primeira vez um transgênero como diácono

O caso de Barclay é inédito por ser um caso de transgênero não binário, ou seja, não se identifica nem como homem, nem como mulher

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No começo de junho a Igreja Metodista Unida do Norte de Illinois, Estados Unidos, consagrou o primeiro transgênero não binário como diácono provisório.
M Barclay trabalha como diretor de comunicação para a rede de Ministérios de Reconciliação do grupo da Igreja Metodista Unida que defende a inclusão de pessoas LGBT “em todos os aspectos da vida da igreja”.
A IMU (UMC-sigla em inglês) já ordenou transgêneros anteriormente, porém eram pessoas que não se identificavam com o sexo que nasceram e assumiram a identidade do sexo oposto.
O caso de Barclay é inédito por ser um caso de transgênero não binário, ou seja, não se identifica nem como homem, nem como mulher.
Com “o gênero neutro” esse grupo tenta afastar suas identidades do que seria o sexo feminino ou masculino. Eles são chamados de “genderqueer”, mas preferem o termo “não binário”.
Para fugir do “ele” ou “ela”, os transgêneros não binários se tratam como “eles”, no plural.
Ciente disso, a bispa que ordenou Barclay pediu para que o Espirito Santo fosse derramado “sobre eles”. “Derrame o seu Espírito Santo sobre M. Envie-lhes agora para proclamar as boas novas de Jesus Cristo, para anunciar o reino de Deus e equipar a igreja para o ministério”, declarou a bispa segundo informações do The Washington Post.

Com informações The Washington Post e JM Notícia
Imagem: reprodução

“Casal” de três homens consegue registrar união poliafetiva


Direito de Família

‘Trisal’ colombiano fez o registro em cartório da união no início deste mês


Manuel José Bermúdez, Victor Hugo Prada e John Alejandro vivem juntos há quatro anos. | Reprodução/UOL
Manuel José Bermúdez, Victor Hugo Prada e John Alejandro vivem juntos há quatro anos. Reprodução/UOL

 
A Colômbia reconheceu no último dia 3 de junho a união poliafetiva de três homens. O “trisal”, formado por Manuel José Bermúdez (50), Victor Hugo Prada (36) e John Alejandro (22), vive junto há quatro anos e fez o registro de sua união em cartório. Desde 2016, o casamento homossexual passou a ser válido no país, e os casais podem inclusive fazer adoção. A expectativa é que, com o registro em cartório, os três envolvidos no relacionamento tenham direitos assegurados em caso de separação ou morte de um deles.
Um dos membros do “trisal”, Prada afirmou, que eles pretendem validar sua família e seus direitos. “Constituímos uma família, uma família poliamorosa. É a primeira vez que se faz isso na Colômbia”, afirmou, segundo a agência AFP. Ele acrescentou que há muito casos de “trisais” no país, mas que ainda estão “dentro do armário”.

Reação 

Diante da notícia da oficialização da união poliafetiva, o ativista Marco Fidel Ramírez, ativista e defensor do modelo de família tradicional, fez uma solicitação à Procuradoria e à Superintendência de Notas e Registros. Segundo o jornal colombiano El Tiempo, ele quer que a notária que fez o registro da união seja investigada por dar fé pública uma “figura jurídica ilegal”.
Na opinião de Ramírez, a notária pode ter cometido faltas disciplinares pois “está indo além de constituir um regime patrimonial, e se prestando a ser um instrumento para introduzir o ‘trisal’ e legitimar uma noção que nem sequer existe no dicionário da Real Academia da Língua Espanhola”.

Brasil 

Uniões poliafetivas já chegaram a ser realizadas no Brasil. Mas, em maio de 2016, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) orientou os cartórios brasileiros a suspenderem esse tipo de união após uma representação da Associação de Direito de Família e das Sucessões (ADFAS) que pediu que o conselho proibisse liminarmente a realização deste tipo de união.
“Essa é apenas uma sugestão aos tabelionatos, como medida de prudência, até que se discuta com profundidade esse tema tão complexo que extrapola os interesses das pessoas envolvidas na relação afetiva”, afirmou a ministra Nancy Andrighi, que à época era a corregedora do CNJ.
Diante da polêmica, a promessa foi de realizar audiências públicas sobre o tema. Mas, passado mais de um ano, o assunto ainda não entrou em debate.
Em reportagem sobre o tema, a presidente da Adfas criticou esse tipo de união, que teria consequências “nefastas”. “Quem quer viver assim no plano dos fatos que viva. Mas não põe criança no meio. Os adultos fazem o que bem entendem”. Entre seus argumentos, está um levantamento feito por ela que mostra que os países onde existe poligamia têm os piores de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Gazeta do Povo
http://www.gazetadopovo.com.br/justica/casal-de-tres-homens-consegue-registrar-uniao-poliafetiva-7vkhjftrf2qbpd9sfv4inept2

17 de junho de 2017

Causa LGBT já avança na seara evangélica Espaços protestantes se abrem à comunidade em SP; Parada Gay ocorre neste domingo, 18, e religião é tema


Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

17 Junho 2017


Alexya Salvador, de 36 anos, costuma dizer que “nasceu e cresceu” na Igreja Católica. Durante quatro anos, até frequentou um seminário para seguir o sacerdócio. Contudo, quanto mais o tempo passava, menos encontrava acolhimento naquela religião. Em 2009, há um ano sem ir à missa e ainda com identidade masculina, procurou uma igreja para casar com o professor de matemática Rodrigo Salvador, de 28.

Ao visitar o primeiro culto, avistou uma drag queen no púlpito e já soube que passaria a frequentar a Igreja Comunidade Metropolitana (ICM), pioneira mundial na chamada “teologia inclusiva” e fundada em 1968 nos Estados Unidos. “Sempre tive um chamado espiritual muito forte. Era muito difícil para mim não poder exercer isso”, diz. Ao lado da ICM, São Paulo tem ao menos outras três igrejas protestantes abertas à comunidade LGBT: a Igreja Contemporânea Cristã, a Comunidade Cristã Nova Esperança e a Cidade de Refúgio.

Diante desse espaço restrito e também pela pressão política de bancadas religiosas contra reivindicações da causa LGBT, a Associação da 21.ª Parada do Orgulho LGBT escolheu o tema “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é Lei! Todas e todos por um Estado Laico” para a edição de 2017, que ocorre neste domingo, 18, a partir das 10 horas, na Avenida Paulista.


A história de Alexya ainda é, portanto, uma exceção. Ela relata que, se tivesse encontrado o conforto que a ICM lhe trouxe, possivelmente teria feito a transição de gênero antes, o que ocorreu apenas em 2012. “Por volta dos 22 anos, disse que era gay, o que não era verdade. Eu me sentia atraída por homens, mas não me considerava um”, relembra. Só por se declarar homossexual, teve de deixar atividades da paróquia que frequentava naquela época, como a catequese.



Hoje pastora auxiliar em um templo em Santa Cecília, zona oeste de São Paulo, Alexya deve tornar-se a primeira reverenda transgênero da ICM na América Latina ainda neste ano. Nos cultos, utiliza uma batina preta com colarinho branco, parecida com a que é utilizada por padres católicos, religião que detém rituais litúrgicos parecidos. Além das atividades na igreja, é professora de geografia e tem dois filhos, Gabriel, de 12 anos, e Ana Maria, de 10 anos, que também é transgênero.

A pastora participa anualmente da Parada LGBT, mas relata haver pouco diálogo entre as igrejas inclusivas. “Fico feliz que existam outras. Acho que a gente deveria ser mais unido. Até porque pessoas LGBT têm pavor de religião, porque foram oprimidas a vida toda por dogmas religiosos. A gente tem de desconstruir esses dogmas e mostrar uma doutrina de amor”, argumenta.

Dentre os temas que dividem a teologia inclusiva estão o consumo de pornografia, bebidas alcoólicas e sexo antes do casamento, além de outros costumeiramente condenados em religiões protestantes. “Na ICM, dizemos que a sua cabeça é o seu guia. Não tem razão para proibir bebida, balada, carnaval, se isso não faz mal nem para mim nem para o outro. Até brinco que sexo antes do casamento não tem problema também desde que não atrase a hora da celebração.”


Polêmica. Temas como o sexo antes do casamento e consumo de bebida ainda dividem a chamada teologia inclusiva Foto: Daniel Teixeira

Cidade de Refúgio. Na quarta-feira, o Estado visitou um culto de uma das maiores igrejas abertas a LGBTs do Brasil, a Cidade Refúgio, que tem a sua principal sede na Avenida São João, no centro de São Paulo. Ela foi criada em 2011, pelo casal de pastoras Lanna Holder, de 42 anos, e Rosania Rocha, de 44, que deixaram a igreja e os respectivos casamentos após se conhecerem.

Com o tema “Vencendo traumas”, o culto reuniu cerca de 250 fiéis, em sua a maioria gays, lésbicas e bissexuais entre 20 e 40 anos, embora também houvesse crianças, idosos e casais heterossexuais. No início, a pastora Rosania e outros integrantes da igreja cantavam versos como “ao Deus da minha vida, que me compreendeu sem nenhuma explicação”. Fiéis erguiam os braços, alguns muito emocionados. Outros, gritavam “aleluia”. Na frente do altar, um rapaz e duas moças vestiam túnicas cor-de-rosa e dançavam.

Em seguida, a pastora Lanna começou o sermão, no qual comparou a história de abandono e abusos sofrida por Jefté, no Antigo Testamento, com o que ela e outras pessoas LGBT viveram. “Jefté vivenciou a dor de um filho desprotegido. Quantos de nós não vivenciamos essa dor?”, questionou a pastora. “Mas Deus nunca foi indiferente com você. Está cuidando de nós nos mínimos detalhes.”

Durante o culto, assistido por ao menos 227 pessoas pela internet, Lanna lembrou os apelidos pejorativos que muitos de seus fiéis já ouviram. “Você não é o maricas que falavam que você era”, disse. Logo depois, em tom descontraído, condenou relações antes do casamento. “Não precisa fazer ‘test drive’. Fala ‘eu sou passivo’, eu ‘sou ativo’ e só. A gente faz uma análise histórico-crítica da Bíblia, mas não podemos mudar o que ela defende.”

Dentre os frequentadores, muitos estavam à vontade em demonstrar afeto com pessoas do mesmo gênero, seja por estar de mãos dadas ou abraçados. Dentre eles estavam a pedagoga Cris Rosa, de 34 anos, que conheceu Marta Almeida, de 48, na igreja que frequenta há seis anos.

Elas se casaram há dois anos naquele mesmo local, com Cris usando um vestido com temática africana. “A primeira vez que eu vim, foi para provocar a Lanna. Eu odiava ela. Achava que ela ainda era uma (Silas) Malafaia de saias, que se dizia ex-lésbica curada”, lembra, ao se referir ao passado da pastora na Assembleia de Deus. “Vim cheia de desaforo, achando que iria detestar, mas chorei o culto inteiro. Nunca mais saí daqui.”

Umbanda e candomblé são mais receptivos

O psiquiatra Marcelo Niel, de 43 anos, começou a frequentar terreiros de umbanda por volta dos 20 anos, quando ainda cursava a faculdade de Medicina. Foi 10 anos depois, contudo, que passou a se declarar gay. Hoje filho de santo no candomblé, Niel estuda as duas religiões em seu doutorado em Antropologia. Segundo ele, a receptividade aos LGBTs depende dos responsáveis pelas casas ou terreiros.

Mas um dos motivos pelo qual Niel atribui o maior espaço no candomblé, por exemplo, é que cada pessoa se reporta ao seu orixá, que pode tanto ser homem quanto mulher. Dentro dos mitos da religião, há casos de orixás andrógenos que se envolveram com figuras do mesmo gênero, como Xangô, considerado o mais viril dentre os orixás. “A gente tem uma relação muito próxima com o nosso orixá, de modo que se acredita até que eles influenciam nossas ações”, diz.

Já na umbanda, a crença é mais voltada para o aspecto espiritual, conforme explica Pai Joãozinho Galerani, do Terreiro da Vó Benedita, de Campinas. “Na minha casa, sempre digo que somos todos iguais e temos que primar pelo amor.”

Estadão São Paulo

http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,causa-lgbt-ja-avanca-na-seara-evangelica,70001846029

16 de junho de 2017

Funaro diz à PF que Temer tinha pleno conhecimento de corrupção do PMDB

Josias de Souza


Interessado em firmar um acordo de colaboração com a Justiça, o doleiro Lúcio Bolonha Funaro prestou depoimento à Polícia Federal no inquérito que investiga Michel Temer. Ele admitiu ter atuado como operador de esquemas que abasteceram o caixa dois do PMDB com verbas de corrupção. Declarou que Temer tinha pleno conhecimento de que as campanhas da legenda eram vitaminadas com recursos provenientes de propinas.
O depoimento de Funaro ocorreu na última quarta-feira. O conteúdo foi noticiado no site da revista Veja e no Globo. Presidente licenciado do PMDB, Temer comandou a legenda por 15 anos, até 2016. Procurado, mandou dizer que não teve conhecimento senão das doações oficiais ao partido. Funaro disse que chegou a conversar com o próprio Temer sobre o dinheiro que azeitava as arcas do PMDB. Mas o presidente da República assegura que nem conhece o doleiro.
Preso há 11 meses na penitenciária da Papuda, em Brasília, Funaro foi ouvido por cerca de quatro horas. Já se sabia que ele havia atuado como operador de esquemas de corrupção encabeçados por Eduardo Cunha, preso em Curitiba. Interessado em se tornar delator, ele jogou o PMDB na fogueira. Negou, porém, que tivesse recebido dinheiro do Grupo JBS para se manter calado.
Funaro não teve como negar, porque está filmado, o repasse de R$ 400 mil em dinheiro vivo para sua irmã , Roberta Funaro. O doleiro alegou que se trata de pagamento por serviços que ele teria prestado licitamente à empresa. Difícil será explicar por que sua irmã recebeu a verba não por meio de transferência bancária, mas num encontro sorrateiro com executivo da JBS, num estacionamento.

Temer tem pressa, mas Janot agora quer calma


Josias de Souza


Prestes a ser acusado formalmente de corrupção pela Procuradoria-Geral da República, Michel Temer articula o sepultamento da denúncia na Câmara para antes do início das férias do Legislativo, em 18 de julho. Mas um enterro assim, a toque de caixa, tornou-se uma hipótese remota. Responsável pela denúncia, o procurador-geral Rodrigo Janot, que corria contra o relógio, já não exibe tanta pressa. Em privado, afirma que a peça acusatória pode ser enviada para o Supremo Tribunal Federal apenas na última semana de junho. Respeitados todos os prazos processuais e legislativos, a deliberação dos deputados seria fatalmente empurrada para o segundo semestre.
Guiando-se pelas normas do Supremo, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, terá de conceder 15 dias para a manifestação das defesas de Temer e do seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, o homem que recebeu a mala com propina de R$ 500 mil da JBS. Na sequência, a Procuradoria terá cinco dias para se manifestar. Só então, decorridos 20 dias, o papelório seria organizado e enviado à Câmara, que tem a prerrogativa de autorizar ou não a abertura de ação penal contra o presidente.
Antes de chegar ao plenário da Câmara, a encrenca transitará pela Comissão de Constituição e Justiça. Ali, a defesa terá prazo de dez sessões para se manifestar. A decisão do colegiado virá nas cinco sessões subsequentes. Entre manobras e tumultos, a análise da denúncia invadirá facilmente o mês de agosto —mesmo que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cancele as férias legislativas do meio do ano, como acenou em reunião com Temer, nesta quinta-feira.
Conforme já noticiado aqui, o Planalto está bastante seguro de que a Câmara enterrará a denúncia contra Temer. Um auxiliar do presidente declarou ao blog: “Pode anotar para me cobrar depois: não há a menor hipótese de o Rodrigo Janot conseguir na Câmara os 342 votos de que precisa para abrir uma ação penal contra o presidente da República no Supermo Tribunal Federal.” Para evitar o pesadelo, basta que o governo convença 172 deputados a votar contra, se abster ou faltar à sessão.
O próprio Temer reiterou nesta quinta-feira, em conversa com os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Mendonça Filho (Educação) sua convicção de que prevalecerá na Câmara. Entretanto, a pressa do presidente contrasta com seu otimismo. Temer parece viver a neurose das delações que estão por vir. O doleiro Lúcio Funaro, operador financeiro de Eduardo Cunha e do próprio PMDB, já começou a abrir seu baú de segredos para a equipe de Janot. O nome de Temer consta do cardápio do candidato a delator, preso na penitenciária brasiliense da Papuda.
Embora a defesa negue, também Rocha Loures, o homem da mala, preso na carceragem da Polícia Federal, em Brasília, frequenta a cena política como potencial colaborador da Justiça. É para evitar surpresas que Temer se agita. O diabo é que, nesta fase, o relógio que vale é o de Janot. Depois, o de Fachin. Para desassossego do Planalto, a Procuradoria avalia que reunirá matéria-prima para mais de uma denúncia contra Temer. O que tornaria a pressa de Temer inútil.

15 de junho de 2017

Aluguel da igreja de Cassiane e Jairinho era pago com dinheiro desviado, diz MP-SP

Nome da AD Alpha aparece em denúncia da promotoria do Estado

 



A Assembleia de Deus Alphaville ou AD Alpha, conhecida por ser a igreja de Cassiane e Jairinho teve seu nome envolvido numa denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP).

A Justiça decretou a prisão preventiva de dois réus após a investigação de um esquema que desviava recursos da saúde pública de um hospital na cidade paulista de Cajamar, distante cerca de 35 km da sede da igreja, em Barueri.

Segundo o site do MPSP, Luiz Teixeira da Silva Junior e sua esposa Liliane Bernardo Rios da Silva dirigem a Federação Nacional das Entidades Sociais e Comunitárias (Fenaesc), contratada pelo município de Cajamar para gerir o Hospital Municipal Enfermeiro Antônio Policarpo de Oliveira.
Psicólogo ajuda cristãos a vencer o vício da pornografia

A Fenaesc fez contratos fraudulentos para a prestação de serviços médicos através de uma empresa registrada em nome de “laranjas”. Na verdade, os administradores reais dessa empresa eram Silva Junior e Liliane, que mensalmente repassavam grandes quantias da conta da federação para a conta da empresa, visando o pagamento dos médicos contratados.

Esses pagamentos eram superfaturados e a diferença acabava desviada para as contas particulares dos réus. Há registros de pelo menos 108 operações feitas dessa maneira.

A investigação apontou que SIlva Junior e Liliane usavam parte do dinheiro para pagar o aluguel da igreja que frequentavam, a AD Alpha. Eles faziam mensalmente o depósito de R$ 70 mil mensais através da empresa Interunion.

Após a denúncia oferecida pela promotora de Justiça Thaís de Almeida Smanio, os membros da igreja estão presos preventivamente, acusados dos crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo a saúde pública do município de Cajamar.Até o momento a liderança da igreja AD Alpha não se manifestou sobre as denúncias
 
 Gospel Prime

Muçulmanos radicais no Brasil já pregam fim de cristãos e judeus Líder xiita no Brasil admite que muitos brasileiros estão sendo radicalizados.



Na entrevista das “Páginas Amarelas” da revista Veja desta semana, o sheik Rodrigo Jalloul, o principal líder xiita do Brasil, admite o que já vinha sendo especulado há muito tempo. Assim como em vários outros países, por aqui existem muçulmanos brasileiros que foram radicalizados. Ou seja, começaram a pregar os ensinamentos literais do Alcorão.
Isso inclui defender “o fim de cristãos e judeus”. Jalloul, que é responsável pela mesquita da Vila Matilde, em São Paulo, afirmou:

“Alguns brasileiros, porém, estão abraçando a fé [islâmica] cegamente. Há muitos fanáticos pregando para gente intelectual e emocionalmente vulnerável por aí… ensinando uma forma equivocada de lidar com a religião. Esses fanáticos pregam que cristãos e judeus não podem existir”, asseverou.
Psicólogo ajuda cristãos a vencer o vício da pornografia

Segundo o líder religioso, “aqueles que têm mais sede de conversão são os piores. Eles querem se converter e não discutem nem questionam nada”.


Ele não dá nomes, mas esse tipo de denúncia vem sendo feito nas redes sociais há mais de dois ano.
Estado Islâmico no Brasil

Outra declaração preocupante do sheik é que existem extremistas muçulmanos ligados ao Estado Islâmico atuando no Brasil.


“De fato existem ramificações religiosas no Brasil que apoiam o Estado Islâmico. Não posso afirmar que sejam ramificações terroristas, mas são integradas por pessoas com pensamentos extremistas. Por mais que muitos xeques neguem, existem extremistas entre nós. Basta ir ao centro de São Paulo e ver brasileiros recém-convertidos com roupas árabes e mulheres de burca”, sublinha.

Questionado sobre a prisão de um grupo de brasileiros pela Polícia Federal no ano passado, na operação Hashtag e acusados de planejar um atentado nas Olimpíadas, disse acreditar que “A ação da Polícia Federal e do juiz que manteve esses radicais presos salvou a paz da religião e de seus seguidores no Brasil”.

Rodrigo Jalloul não deve ser confundido com Rodrigo Rodrigues, sheik que lidera a Mesquita do Pari, em São Paulo, frequentada por pelo menos um dos presos na Hashtag. Jalloul é oficialmente reconhecido como mulá (sábio religioso) por um centro de formação islâmica do Irã.

Segundo o Conselho Superior de Teólogos e Assuntos Islâmicos do Brasil (CSTAIB), existem cerca de 120 mesquitas e comunidades islâmicas do país.


Gospel prime

https://noticias.gospelprime.com.br/muculmanos-radicais-brasil-fim-cristaos-judeus/

14 de junho de 2017

Polêmica: José de Abreu apela e chama Moro de “safado” afirma que sairá do país se Lula for preso

Zé de Abreu diz que vai sair do Brazil se Lula for preso
Zé de Abreu diz que vai sair do Brazil se Lula for preso

Polêmica: José de Abreu apela e chama Moro de “safado” afirma que sairá do país se Lula for preso

Polêmica: José de Abreu chama Moro de “safado” e afirma que sairá do país se Lula for preso

Ator José de Abreu chama Moro de safado e afirma que sairá do país se Lula for preso.

Zé afirmou ao G1 nesta semana. “É óbvio que eu vou sair do Brasil”, afirmou o ator.
José de Abreu

Neste domingo, páginas no Facebook relacionadas ao ator brincavam com a polêmica criada pelo ator.

“Se é para o bem dos bons e desespero total dos coxinhas, diga ao povo que vou sair do Brasil!”, dizia uma delas. Tudo começou em uma conversa na internet transmitida em vídeo, da qual o ator participava.

Lula

Em um momento, Zé afirmou que deixaria o país se Lula fosse preso a partir daí, à medida que Lula oscilava à frente das investigações , “memes” eram criados para brincar com uma possível futura saída de Zé do país.

Viva Notícia. 
https://vivanoticia.com/polemica-jose-de-abreu-chama-moro-de-safado-e-afirma-que-saira-do-pais-se-lula-for-preso/

Defesa de Danilo Gentili pede ao MPF que apure improbidade administrativa de Maria do Rosário


Maria do Rosário usou um órgão estatal em causa própria em sua tentativa de censurar Danilo Gentili. De repente, o caso desapareceu da mídia.

Enquanto a mídia em uníssono se reduziu a uma discussão sobre “respeito” na tentativa de censura promovida pela deputada Maria do Rosário (PT-RS) ao humorista Danilo Gentili, questões infinitamente mais graves, como a liberdade de expressão, passaram invisíveis aos olhares que deveriam ser perscrutadores dos jornalistas profissionais.

Agora, o advogado Maurício Bunazar, da defesa de Danilo Gentili, pede ao MPF que apure a prática de ato de improbidade administrativa por parte da deputada Maria do Rosário, em razão do uso da Procuradoria Parlamentar para defesa de interesses particulares.
Conforme este Senso Incomum já alertou, além da tentativa de censura, Maria do Rosário acionou, em causa própria, a assessoria jurídica de um órgão público, que possui funções e competências claramente delimitadas pela Constituição, para perseguição e censura de um cidadão, por razões de foro íntimo.
A Câmara dos Deputados, como demais órgãos públicos, não possui personalidade jurídica, ou seja, não age sozinha, mas sim em nome da União. Entretanto, possui personalidade judiciária, também chamada de capacidade anômala ou capacidade extraordinária, que confere à Câmara a possibilidade de defender em juízo suas atribuições quando violadas ou ameaçadas por outro Poder.
Simplificando, se algum outro Poder estiver violando ou ameaçando uma atribuição que só cabe à Câmara dos Deputados, esta pode recorrer à sua Procuradoria para defender suas prerrogativas constitucionais. Somente nesse caso a Câmara conta com a possibilidade de sua assessoria jurídica propor ação em seu nome.
O que Maria do Rosário fez, bem ao contrário do uso que cabe à Procuradoria Parlamentar, foi acioná-la para um fim particular (antes mesmo da discussão sobre sua tentativa de censura estar errada por si). Ora, Danilo Gentili, ao apontar a incoerência da deputada em um tweet, não estava ferindo, ameaçando ou violando as atribuições da Câmara. Com efeito, a Câmara dos Deputados não foi nada ameaçada pela existência de Danilo Gentili ou de suas piadas – parece inclusive mais ameaçada pelo mal uso e torrefação de dinheiro público, além de abuso, que fazem certos deputados.
Além de apuração e investigação, o advogado Maurício Bunazar, da defesa de Danilo Gentili, também representa ao Conselho de Ética da Câmara, cuja atribuição é justamente averiguar, ora, o uso ético dos mecanismos da Câmara dos Deputados.
Maria do Rosário poderia acionar um advogado, pago com recursos próprios de seu salário como deputada, caso tenha se sentido em risco com piadas que exibiram a nu suas contradições ao grande público. Contudo, não poderia usar um órgão público da União para agir contra um particular de que ela particularmente não goste – especialmente nesse caso, em que o órgão só deveria agir para proteger interesses da esfera de ação da Câmara dos Deputados em relação a outros órgãos, e nada mais.
Seria como se Danilo Gentili processasse Maria do Rosário não em nome próprio, mas acionando recursos de todo o SBT contra uma particular. Mas ainda assim não se chegaria nem ao começo do problema: o SBT não é um órgão público, não possui poder político sobre ninguém, e muito menos é pago com recursos públicos, como tudo que envolve a Câmara Legislativa é.
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Ana Amélia sobre ataque à Miriam Leitão: “O ex-presidente Lula deu a senha para seguidores agirem com violência”




Para a senadora Ana Amélia, do PP, o ex-presidente Lula tem culpa direta ou indireta nas agressões sofridas pela jornalista Miriam Leitão. No entender da parlamentar, Lula “deu a senha para seguidores agirem com violência”.
De fato, ela pode ter certa razão. Lula vem se mostrando cada vez mais agressivo com a imprensa, chegando a dizer que se voltar a ser presidente pretende até censurá-la – embora tenha usado um eufemismo para isso. Veja o que disse Ana Amélia sobre o caso:

O próprio ex-presidente Lula,ao atacar c/ frequência a jornalista, nos comícios do partido, dá a senha p/ seguidores agirem c/ violência!

11 de junho de 2017

Gilmar Mendes quer proibir igrejas de lançar candidatos



Tribunal Superior Eleitoral acredita que influência de igrejas e líderes religiosos nos processos eleitorais é crime


Após as votações desta semana, o trabalho do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ganhou grande destaque. Acabado o julgamento de Temer, o presidente Gilmar Mendes, diz que a Corte se dedicará a estudar mecanismos para bloquear o que considera abuso do poder econômico e a influência das igrejas nas eleições.
"Depois da proibição das doações empresariais pelo Supremo Tribunal Federal, hoje quem tem dinheiro? As igrejas. Além do poder de persuasão. O cidadão reúne cem mil pessoas num lugar e diz 'meu candidato é esse'. Estamos discutindo para cassar isso", afirmou Mendes em entrevista recente.
O magistrado acredita que há um potencial para abuso de poder econômico, uma vez que esse tipo de doação é de "difícil verificação". Ele diz estar preocupado com o uso da estrutura física das igrejas para influenciar as eleições. "Outra coisa é pegar o dinheiro da igreja para financiar [campanhas]. Se disser [para o fiel] que agora o caminho para o céu passa pela doação de R$ 100, porque eu não vou para o céu?", ironiza.
Contudo, o STE ainda não esclareceu quais medidas poderia aplicar, uma vez que ainda existe lei sobre o tema no país. Via de regra, a Justiça Eleitoral trata os casos de abuso religioso como outras formas de irregularidade, equiparando-a ao abuso de poder político, por exemplo.
Uma vez que não existe uma norma clara, a investigação se torna difícil, pois esse é um "crime" que sequer existe formalmente.
Gilmar Mendes não é o único que pensa assim. O vice-procurador-geral eleitoral Nicolao Dino já pediu ao TSE que o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella fosse condenado por abuso de poder religioso. Durante a campanha a governador em 2014, o bispo licenciado da Igreja Universal foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral de usar a estrutura do templo da igreja em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, como comitê.
Foram encontrados no local milhares de fichas cadastrais que traziam a indicação de páginas de Crivella na internet. Junto estavam centenas de formulários pastorais, alguns já preenchidos por fiéis da igreja, que traziam um campo específico para ele colocar o número do título eleitoral.
No parecer enviado ao TSE, Dino escreveu que era "fundamental coibir a prática do abuso do poder religioso, isto é, a exploração do discurso litúrgico para supressão da autonomia política de fiéis, comumente obsequiosos às orientações clericais". Três anos depois, o caso ainda aguarda apreciação do ministro Herman Benjamin, do TSE.

Investigação difícil


Em entrevista à Gazeta do Povo, a professora da FGV Direito Rio, Silvana Batini, explica que é bastante difícil fazer uma investigação profunda para comprovar a influência de lideranças religiosas no voto.
Por exemplo, com a proibição de doações de pessoas jurídicas, após as descobertas de irregularidades apontadas pela operação Lava Jato, os membros de uma igreja poderiam ser pressionados por líderes religiosos a doar diretamente para seus candidatos. Se isso ocorrer, haveria a caracterização do crime de abuso econômico, na forma de abuso de poder religioso.
Batini reclama que poderia haver ainda outros tipos de abuso. Se um pastor afirmar que o fiel precisa votar em determinado candidato alegando que é o que "Deus quer", isso pode caracterizar abuso de poder político, acredita.
Diante dessas situações, é possível que a Justiça Eleitoral estabeleça novos parâmetros para julgamentos onde o abuso religioso esteja configurado.
Fonte: Gospel Prime

Irritado, Napoleão Maia teve pico de pressão no TSE após praguejar contra delatores e imprensa






POR PAINEL


Nas alturas Socorristas atenderam o ministro Napoleão Maia, nos bastidores do TSE, após ele vociferar contra delatores e a imprensa, quando o julgamento foi suspenso. O magistrado teve um grave pico de pressão.

Corrente Todos os integrantes da corte ficaram sensibilizados com a situação de Napoleão. Ele se exaltou depois que o filho tentou entrar no TSE sem estar trajado adequadamente. Segundo relatos, o rapaz levou uma gravata dos seguranças.

Ao que importa O gesto que mais chamou atenção foi o do ministro Herman Benjamin, que tem desavenças conhecidas com Napoleão. Os dois trocaram um abraço.

Até o fim Relator da ação que poderia ter cassado a chapa Dilma-Temer no TSE, Benjamin disse que concluiu o julgamento “muito cansado e péssimo de saúde”.

Arestas O ministro Admar Gonzaga classificou o pedido de impedimento levantado pelo procurador Nicolao Dino como “deselegante, sorrateiro e preconceituoso com a advocacia”.

http://painel.blogfolha.uol.com.br/2017/06/11/irritado-napoleao-maia-teve-pico-de-pressao-no-tse-apos-praguejar-contra-delatores-e-imprensa/

Doria é enxovalhado em seu próprio Facebook após ação desarmamentista com ONG de extrema-esquerda


Doria é enxovalhado em seu próprio Facebook após ação desarmamentista com ONG de extrema-esquerda
Não ia demorar para a ação de João Doria na aliança com uma ONG de extrema-esquerda pelo desarmamento gerasse efeito contrário.
Como vimos aqui, a ação foi feita com uma ONG especialista em divulgar informações falsas (como, por exemplo, dizer que “desarmamento reduz o crime”, quando o que vemos no Brasil é a explosão dos homicídios contra uma população desarmada).
Para piorar, boa parte de seu eleitorado vem da direita, que anda revoltada com o desarmamentismo (pois isso só ajuda a bandidagem). E ainda resta a contradição de que ele anda com seguranças armados, e isso pega muito mal. Como uma regra que vale para ele não vale para os demais cidadãos?
Ainda não se sabe se ele vai emitir uma nota pedindo desculpas. Enquanto isso, conforme prints divulgados pelo ILISP, observe alguns comentários na página de Facebook de Doria:
desarmamento


prefeito-desarmamentoCeticismo Politico

Suspeita de investigação contra Fachin provoca nova briga entre Executivo e Judiciário De acordo com a revista Veja, Michel Temer usou Abin para investigar ministro relator da Lava Jato.

Montagem / Getty Images
Suspeita de investigação contra relator da Operação Lava Jato provoca nova briga entre Executivo e Judiciário.
A suspeita de que o presidente Michel Temer usou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para investigar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin provocou um novo atrito entre Executivo e Judiciário, em meio à expectativa de denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o peemedebista.
De acordo com edição da revista Veja publicada neste fim de semana, um auxiliar do presidente contou que o governo acionou o serviço secreto para investigar a vida do ministro com o objetivo de encontrar informações que possam questionar sua atuação como relator da Lava Jato no STF.
O presidente nega a acusação.
Em nota, a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, chamou de "inadmissível" e "própria de ditaduras" a suposta investigação contra Fachin, se comprovada.
É inadmissível a prática de gravíssimo crime contra o Supremo Tribunal Federal, contra a democracia e contra as liberdades, se confirmada a informação de devassa ilegal da vida de um de seus integrantes. Própria de ditaduras, como é esta prática, contrária à vida livre de toda pessoa, mais gravosa é ela se voltada contra a responsável atuação de um juiz, sendo absolutamente inaceitável numa República Democrática.
A magistrada defendeu que a prática seja "penalmente apurada e os responsáveis exemplarmente processados e condenados", se a acusação for confirmada. Cármen Lúcia condenou ainda tentativas de conter a atuação de juízes.
O Supremo Tribunal Federal repudia, com veemência, espreita espúria, inconstitucional e imoral contra qualquer cidadão e, mais ainda, contra um de seus integrantes, mais ainda se voltada para constranger a Justiça.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também fez duras críticas à suposta atuação da Abin. Ele afirmou que, se confirmadas as acusações, trata-se de "práticas de um Estado de exceção" que fragilizam a democracia.
"Há uma colossal diferença entre investigar dentro dos procedimentos legais, os quais preveem garantias aos acusados, e usar o aparato do Estado para intimidar a atuação das autoridades com o simples fito de denegrir sua imagem e das instituições a qual pertencem. O desvirtuamento do órgão de inteligência fragiliza os direitos e as garantias de todos os cidadãos brasileiros, previstos na nossa Constituição da República e converte o Estado de Direito, aí sim, em Estado Policial", afirmou Janot, em nota.

As caronas no jatinho

De acordo com a Veja, a Abin teria encontrado indícios de que Fachin voou no jatinho da JBS dias antes da sua sabatina no Senado, em 2015. O ministro teria participado de um jantar sigiloso com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), em Brasília, junto com o lobista da empresa, Ricardo Saud, delator na Lava Jato. Depois do encontro, o magistrado seguiu para Curitiba, onde morava, em um jatinho da JBS.
O ministro não comentou a acusação.
Temer também é acusado de voar no avião da empresa. De acordo com diário de voo entregue à PGR pelo dono da JBS, Joesley Batista,o presidente teria viajado com a esposa, Marcela, em 2011 em pelo menos duas oportunidades.
A delação da empresa no âmbito da Lava Jato provocou a mais grave crise política do governo Temer.
A gravação feita pelo empresário Joesley Batista da conversa com o peemedebista no Palácio do Jaburu levou o Supremo a abrir uma inquérito em que o presidente é investigado por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução à Justiça.
A expectativa é que o procurador-geral da República apresente neste mês denúncia contra o presidente ao STF. Se isso acontecer, é necessária aprovação da Câmara para Temer se tornar réu.

Embate

As críticas ao Ministério Público e ao Judiciário na condução da Operação Lava Jato são a principal aposta do peemedebista para se manter no cargo. O Planalto aposta que o sentimento de revolta dos deputados investigados será suficiente para que a Câmara não aceite a denúncia.
Após a delação da JBS, a Câmara instaurou uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar irregularidades da empresa. Fachin é um dos alvos da ofensiva dos parlamentares.
Deputados apresentaram na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara um requerimento pedindo explicações ao ministro sobre sua relação com Ricardo Saud, diretor de relações institucionais da JBS.
A suspeita é de que o lobista teria atuado para que os senadores o aprovassem para o STF, em 2015, por indicação da presidente cassada Dilma Rousseff. O ministro não comenta a acusação.

Outro lado

Em nota, o presidente negou que tenha usado a Abin para investigar a vida do ministro Fachin. "O governo não usa a máquina pública contra os cidadãos brasileiros, muito menos fará qualquer tipo de ação que não respeite aos estritos ditames da lei (...) Não há, nem houve, em momento algum a intenção do governo de combater a operação Lava Jato.", diz o texto.
Ao sair de jantar de comemoração do jantar de aniversário do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) na madrugada deste sábado (10), Temer desmentiu a acusação.
Eu quero desmentir aquela coisa bárbara, aquilo jamais foi pensado por mim, vamos manter a serenidade absoluta e a tranquilidade, vamos continuar pacificando o País.

Fonte Huff PostBrasil
http://www.huffpostbrasil.com/2017/06/10/suspeita-de-investigacao-contra-fachin-provoca-nova-briga-entre_a_22135967/

Homem transgênero mostra evolução de sua gravidez nas redes e declara: “Profundamente abençoado” Trystan Reese, de Portland, nos EUA, está no oitavo mês de gravidez e quer inspirar jovens da comunidade LGBT


Trystan Reese, durante a gestação, ao lado do marido Biff Chaplow (Foto: Reprodução Instagram)
Como um homem transgênero, o norte-americano Trystan Reese se sente “profundamente abençoado” de poder gerar seu filho biológico, fruto do relacionamento com o marido Biff Chaplow. Em sua 35ª semana de gestação, ele tem descrito a experiência como verdadeiramente bonita. E por isso tem usado seu Instagram, onde é seguido por mais de 3 mil pessoas, para compartilhar a evolução de seu bebê.

“A ideia real de gerar e criar um bebê tem sido muito excitante e divertido. E dividir isso com as crianças e com Biff tem sido uma experiência maravilhosa para toda a família”, disse Trystan, de 34 anos, à People.

O casal, que vive em Portland, nos EUA, já tem dois filhos, que eram sobrinha e sobrinho de Biff. Ambos foram adotados em 2011, depois que sua irmã não teve condições de cuidar dos dois. Depois de enfrentarem duras e decisivas batalhas nos tribunais para conseguir a guarda de Riley, 9, e Hailey, 7, o casal decidiu considerar uma gravidez biológica quando chegasse a hora de expandir a família.
Riley, 9, e Hailey, 7, os filhos adotivos do casal (Foto: Reprodução Instagram)


“Embora eu tivesse coragem de fazer isso tudo de novo quantas vezes fosse preciso, acho que nós gostaríamos de tentar aumentar nossa família de um jeito menos estressante”, disse Biff, 31. “Decidimos checar se conseguiríamos então ter um filho biológico, já que Trystan é transgênero, nasceu com um corpo feminino.”

Há alguns anos, desde que decidiu fazer sua transição, Trystan vinha se submetendo à terapia de reposição hormonal. Mas eles descobriram que se esse processo fosse interrompido, seu ciclo recomeçaria e, assim, ele poderia engravidar com segurança. “Nós gostaríamos de fazer isso junto e não cercado de tanta dor – bom, dor emocional. Apesar de que tenho certeza que em breve vou sentir uma breve e forte dor física.”

Trystan engravidou em 2016, porém, perdeu o bebê após seis semanas de gestação. A perda o fez apreciar ainda mais a segunda gravidez. “Sem ansiedade”, garantiu. "Tem sido fascinante. É realmente incrível o que nossos corpos são capazes de fazer. Acho realmente fenomenal fazer parte desse processo de gerar um filho e de ser um homem ao mesmo tempo.”
Trystan Reese em um momento íntimo de sua gravidez (Foto: Reprodução Instagram)


A expectativa do casal é poder ainda mostrar a outros jovens da comunidade LGBT que eles pode, sim, construir sua própria família. Por isso, não hesitam em compartilhar sua história nas redes. “Quando eu me revelei transgênero aos meus pais, realmente achei que estava escolhendo entre viver minha vida de maneira autêntica como um homem trans ou encontrar alguém que me amasse e com quem eu pudesse construir uma família”, conta Trystan. “Escolhi viver autenticamente e pensei que estava desistindo de todo o resto. Por isso, a minha esperança é que a gente consiga mostrar às pessoas que existem um milhão de formas de ser uma família, há um milhão de maneiras de viver uma vida autêntica. Tudo é possível.”

Revista Marie Claire
http://revistamarieclaire.globo.com/Noticias/noticia/2017/06/homem-transgenero-mostra-evolucao-de-sua-gravidez-nas-redes-e-declara-profundamente-abencoado.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=compartilharDesktop

Esquerda europeia quer entregar igrejas a islâmicos Muçulmanos exigem retomar antigos espaços que foram perdidos na Idade Média

por Jarbas Aragão


Esquerda europeia quer entregar igrejas a islâmicos

  “A Grande Catedral de Córdoba” é o maior exemplo de como a esquerda europeia está se rendendo à agenda islamista. O local é visitado por 1,5 milhão de turistas a cada ano. A Unesco – braço cultural das Nações Unidas – declarou o templo religioso de 24 mil metros quadrados patrimônio da Humanidade em 1984.

A estrutura, construída no século X, abriga a catedral da diocese católica romana de Córdoba, no sul da Espanha. O local foi originalmente construído para ser uma mesquita. Em 1236, o rei Fernando III retomou a cidade das mãos dos “mouros”, como eram chamados os islâmicos do califado almóado.
Era sabido que o espaço da mesquita fora anteriormente uma igreja, que acabou destruída na invasão muçulmana da Europa, no oitavo século.

 

Como era costume na época, o rei reconsagrou a Deus e desde então a catedral tem sido uma casa de adoração cristã.
Por causa do amplo debate sobre a construção ou não de novas mesquitas na Europa, um reflexo do crescimento do Islamismo no continente, em especial com a chegada de milhões de refugiados nos últimos anos.
Uma ala de intelectuais, ligados aos movimentos de esquerda alegam que deveria haver uma “restauração das raízes históricas islâmicas” de certas regiões. Iniciou-se um tipo de campanha para que a catedral de Córdoba voltasse a ser a “Grande Mesquita”.
Eles organizaram uma petição pública, que visava tirar o prédio das mãos da Igreja Católica. Conseguindo reunir mais de 350 mil assinaturas, tentaram forçar que o governo “desapropriasse” o local e entregasse para a comunidade islâmica local.
O governo de coalizão liderado pelos socialistas da região espanhola da Andaluzia, que inclui Córdoba, acusou a diocese de “esconder” a história do edifício. A resposta do conselho da cidade é que a diocese não é legalmente proprietária da catedral. “Os verdadeiros proprietários do espaço são todos e cada um dos cidadãos do mundo”, diz o documento.
O temor é que essa pode ser a primeira de muitas decisões semelhantes, em cortes europeias.
O bispo de Córdoba, Demetrio Fernández González, está buscando apoio internacional dos cristãos para que a expropriação definitiva do local pelo governo seja impossibilitada. Ele cita um relatório da União Europeia sobre a controvérsia, dizendo que tribunal poderia determinar a entrega do local se a diocese não conseguir manter e conservar a propriedade.
O bispo acrescentou que já obteve o apoio do papa se uma batalha legal surgir pelo controle da propriedade.
Segundo o Wall Street Journal, tornou-se uma espécie de obsessão da esquerda europeia “romantizar o passado islâmico”. Os católicos do movimento conhecido como Reconquista, que retomou dos islâmicos porções de Portugal, Espanha e Itália na Idade Média, hoje em dia são classificados como “fanáticos violentos”. Embora haja farta documentação que prove que houve um grande derramamento de sangue dos “infiéis” não islâmicos, o califado é apresentado como um “paraíso de tolerância” religiosa.
A população islâmica da Espanha quase dobrou em uma década, chegando a 1,9 milhões hoje, em comparação com pouco menos de um milhão em 2007.
Os muçulmanos constituem cerca de 4% do país, vivendo principalmente no sul, com forte presença na Andaluzia e na Catalunha. Eles começaram a fazer um lobby no início dos anos 2000 para que a catedral de Córdoba passasse a ser um “espaço de culto compartilhado”, passando a pedir mais recentemente a simples entrega do espaço.
Alguns anos atrás, dois turistas muçulmanos se ajoelharam no chão da catedral e começaram a fazer as orações típicas. Acabaram presos após uma briga que feriu gravemente os seguranças que tentaram expulsá-los.
Desde então militantes muçulmanos de dentro e de fora da Espanha tem patrocinado campanhas eleitorais do movimento de esquerda espanhol, sabidamente anticatólico. Uma vitória nesse embate sobre a catedral, que seria destituída de sua condição de espaço cristão em nome de uma releitura histórica típica do marxismo porá em cheque a liberdade religiosa europeia.
Em especial por que reflete o movimento em pleno desenvolvimento na Turquia, que recentemente reconsagrou ao Islã um famoso local de culto cristão.

Gospel Prime

https://noticias.gospelprime.com.br/esquerda-europeia-quer-entregar-igrejas-islamicos/
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