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21 de abril de 2012

Deus é de Esquerda ou de Direita?


Definitivamente, não existem ideologias perfeitas. Todas têm suas virtudes e vicissitudes. Cada qual tem seu altar e seu sacrifício. O comunismo, por exemplo, sacrifica a liberdade de seus cidadãos no altar da justiça social. O capitalismo faz o inverso, sacrifica a justiça social no altar da liberdade.

Ora, se não há ideologias perfeitas, o que nos dá o direito de sacralizá-las? Não podemos diluir a mensagem do Evangelho, transformando-o num discurso ideológico. Ainda que cada uma delas tenha um ponto ou mais que coincidam com a proposta do Evangelho. Diluir uma gota de Evangelho num balde de ideologia acaba por corromper completamente seu conteúdo e subversividade originais.

Deus não é de esquerda, nem de direita. Se o Evangelho promove a justiça social, também não prescinde da liberdade individual.

Quando sacralizamos uma ideologia, geralmente, demonizamos as demais. Foi o que aconteceu com o comunismo a partir do golpe militar em 1964. Pregadores fizeram vista grossa às atrocidades cometidas pelo governo militar, enquanto identificavam o comunismo com o próprio diabo. Houve quem enxergasse um viés político-ideológico até na passagem em que Jesus descreve o juízo final, quando a humanidade será dividida em dois grupos. Os da esquerda, destinados à condenação, seriam os comunistas, enquanto que os da direita, destinados à vida eterna, seriam as nações que adotassem a ideologia importada dos EUA, a saber, o capitalismo. Igualmente, dos dois ladrões crucificados com Jesus, somente o da direita foi salvo.

Qualquer pregador que ousasse questionar a ditadura militar, corria o risco de ser preso, acusado de subversão. Há quem diga que muitos desapareceram...

Não devemos nutrir uma visão romântica de nenhuma ideologia. Em nome de todas elas, atrocidades foram cometidas.

Vamos focar as duas principais ideologias vigentes neste novo século, a saber, o comunismo (que resiste bravamente na China e em Cuba), e o capitalismo.

O comunismo, em sua essência, defende que os bens de uma sociedade deveriam ser partilhados igualmente entre todos os seus cidadãos. Isso parece coincidir com a proposta do Evangelho. Eu disse, parece. Teria o Estado o direito de apropriar-se de bens privados?

Temos um exemplo disso na Bíblia, quando um rei malévolo desejou acampar a vinha de um cidadão de Israel. Acabe conspirou contra Nabote, a fim de tomar-lhe a propriedade. É óbvio que Deus jamais apoiaria tal atitude. O mandamento que diz que não devemos cobiçar o bem alheio, bem como o mandamento que nos proíbe o roubo, são uma indicação de que a vontade de Deus é que a propriedade privada seja respeitada. Também encontramos nas Escrituras leis que regulam a hereditariedade de bens (Pv.13:22).

Entretanto a Bíblia incentiva a partilha de bens, desde que seja voluntária, fruto de uma consciência grata e generosa. Foi isso que aconteceu na igreja primitiva. O que vemos ali está longe de ser uma amostra grátis do que seria uma sociedade comunista. Em vez disso, trata-se de uma demonstração de como funciona uma sociedade erigida ao redor do Trono da Graça. Trata-se, portanto, de reinismo, em vez de comunismo. A partilha jamais foi compulsória, mas provinha do fato de todos terem um só coração (At.4:32). Não havia imposição por parte dos apóstolos. Tudo era voluntário. Portanto, diferente do que propõe regimes comunistas, a partilha dos bens deve ser voluntária, tanto quanto o celibato, equivocadamente exigido pelo Vaticano aos seus sacerdotes.

Chamamos “reinismo” a ideologia que deve reger a sociedade construída a partir de uma cosmovisão do reino de Deus. Reinismo, portanto, deveria ser o modus vivendis de toda comunidade legitimamente cristã.

De acordo com Paulo, o cidadão do Reino deve trabalhar, “fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade” (Ef. 4:28). Bem diferente da proposta do capitalismo que é fazer do trabalho um meio para adquirir e concentrar bens, no reinismo somos instados a trabalhar para ter o que repartir. Assim como o comunismo, o reinismo também valoriza o trabalho muito mais que o capital. Porém, cada qual deve desfrutar do resultado de seu próprio trabalho, e não usufruir ociosamente do trabalha alheio. Somente aqueles que estiverem impossibilitados de trabalhar, ou que houver sido vítimas de alguma injustiça, devem desfrutar da partilha comunitária. “Se alguém não quiser trabalhar, que também não coma”, sentencia Paulo (2 Ts.3:10-12).

Um Estado regido pela ideologia comunista tende a ser totalitário, intrometendo-se em questões que deveriam ser mantidas na esfera privada.

Qual seria o papel do Estado de acordo com a Bíblia?

“Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são motivo de temor para os que fazem o bem, mas para os que fazem o mal. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; porquanto ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador em ira contra aquele que pratica o mal. Pelo que é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa da ira, mas também por causa da consciência. Por esta razão também pagais tributo; porque são ministros de Deus, para atenderem a isso mesmo.” Romanos 13:1-6

De acordo com este texto, o Estado recebeu de Deus autoridade para punir os malfeitores, ao mesmo tempo em que incentiva toda e qualquer boa iniciativa. Leis civis são implementadas para regulamentar a vida social. Quando estas leis são transgredidas, o Estado tem o direito de punir os transgressores. Mas não pára aí. O Estado também tem a obrigação de “louvar” quem faz o bem, o que pode ser interpretado como incentivar qualquer iniciativa que vise o bem comum. Isso pode incluir incentivos fiscais, como aqueles dados à cultura. Se o Estado extrapola sua esfera de atuação, seus cidadãos têm o direito de resisti-lo, denunciando-o e buscando sua reforma. O Estado deve servir como um facilitador de boas obras, oferecendo à sua população meios para tal. Desde infraestrutura para escoamento da produção, passando por incentivos fiscais, segurança, educação, saúde, saneamento básico, etc.

Já no Liberalismo/capitalismo, valoriza-se o capital em detrimento do trabalho. O consumo é incentivado a todo custo, a fim de manter a máquina a pleno vapor. Trata-se, portanto, de um sistema retroalimentado. O consumo estimula a produção, que por sua vez, promove a abertura de postos de trabalho. Segundo seus defensores, o resultado desta equação é a prosperidade da sociedade como um todo. Tudo parece muito bonito, até que nos deparamos com as palavras de Jesus: “Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça; porque a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui.” (Lc. 12:15). 

Como, então, poderíamos endossar o espírito consumista que justifica a ideologia capitalista? Um sistema erigido sobre esta ideologia só poderia está fadado a ruir.

No capitalismo a concentração de renda também é valorizada, em franca dissonância com os princípios da Palavra de Deus.

“Ai dos que ajuntam casa a casa, dos que acrescentam campo a campo, até que não haja mais lugar, de modo que habitem sós no meio da terra!”
Isaías 5:8

A justiça do reino de Deus nos impele à distribuição de renda, e não à sua concentração. Cartéis, monopólios, oligarquias, são alguns dos efeitos colaterais deste sistema capaz de corromper os valores essenciais da vida em nome do ganho.
O capitalismo também promove a exploração do trabalhador. 

Apesar do discurso afirmar que todos saem ganhando, não é isso que constatamos. Quem lucra, nunca se dá por satisfeito. Os detentores dos meios de produção, bem como os banqueiros e donos dos veículos de comunicação querem sempre mais, e mais, e mais.. E ao mesmo tempo, reduzir gastos, o que pode significar redução de salários, substituição de mão-de-obra humana por máquinas, etc. Investe-se em publicidade e lobby político, ao passo que reduz-se o gasto com aqueles que mantém a máquina, os empregados. Tudo em nome da eficiência e da otimização dos lucros. Não é à toa que grandes empresas de países ricos têm se mudado para países do terceiro mundo, por saberem que lá pagarão salários menores a seus empregados. O preço pago a médio e longo prazo será incalculável. E já começou a ser pago. Vide o altíssimo índice de desemprego nesses países.

Se por um lado o capitalismo promove competitividade, fazendo com que serviços e bens de consumo sejam aprimorados, por outro lado, atravancam o desenvolvimento. Dificilmente empresas petrolíferas apoiarão iniciativas que desenvolvam veículos movidos à água, por exemplo. A menos que descubram uma maneira de tirar proveito disso. Muita coisa já foi inventada, patenteada, porém, jamais chegou às mãos do consumidor, pois ameaçam produtos já consagrados. Eu mesmo conheci um professor universitário que já nos anos 80 havia desenvolvido um motor à água. Resultado: foi demitido e teve seu projeto abortado pela Universidade, que por sua vez recebeu uma enorme soma em doação da parte de certa empresa petrolífera. No sistema capitalista, tudo é movido pela ânsia do lucro.

Governos pautados nesta ideologia estão construindo sobre areia movediça. Bem fariam em dar ouvidos à advertência bíblica: “Ai daquele que edifica a sua casa com iniquidade, e os seus aposentos com injustiça; que se serve do trabalho do seu próximo sem remunerá-lo, e não lhe dá o salário.” Jeremias 22:13

Tragicamente, esta ideologia demoníaca tem encontrado amparo no seio da igreja evangélica. A teologia da prosperidade é sua filha caçula. Sua mensagem, resultado da mistura de um gota de Evangelho com uma caixa d’água de discurso ideológico, tem sido responsável por tornar a igreja numa importante engrenagem do sistema, incentivando a alienação.

Todas as ideologias e seus respectivos sistemas estão fadados a desaparecer (1 Co.15:24-25; Hb.12:27-28). Por isso, perde tempo quem tenta conciliar a verdade do Evangelho com qualquer uma delas. Bom seria se déssemos ouvidos a Paulo, analisando tudo e retendo somente o que for bom. Nada de pacotes fechados!

Assim como não podemos sacralizar qualquer que seja a ideologia, também não podemos demonizá-la. Dos dois lados da trincheira ideológica há gente de bem, lutando pela justiça e pela verdade. Quem gosta de rotular os outros de maneira tendenciosa e preconceituosa está à serviço da discórdia, disseminando o ódio entre irmãos. Posso condenar uma linha de pensamento, mas isso não me dá o direito de sentenciar ou fomentar suspeitas sobre pessoas que pensem diferente de mim.

Cristãos que cerraram fileiras com a ala direita certamente o fizeram por identificarem naquela ideologia alguns elementos comuns ao Evangelho. O mesmo podemos falar dos que cerraram fileiras com a esquerda. Ambas as ideologias têm coisas em comum com a proposta do Evangelho, como também têm disparates que não podem ser ignorados. Há santos e pecadores de ambos os lados. Não sejamos tão severos... Nem tão ingênuos...

Em vez de lutarmos em nome de uma ou de outra, digladiando-nos uns com os outros, que tal lutarmos pela liberdade e pela justiça preconizadas na mensagem do Reino de Deus?

11 comentários:

Tom Alvim disse...

Gostei do texto. O autor trabalha muito bem a questão, mas, ao meu ver, peca no sentido de dizer que alguns pregadores demonizavam o comunismo e encobriam, segundo ele, os crimes cometidos pelo governo militar. Parece-me que o autor não foi imparcial neste ponto, pois tanto a esquerda armada quanto o governo militar se excederam. Os dois lados cometeram crueldades terríveis. De um lado as torturas, de outro lado os sequestros, assassinatos, roubos a bancos, etc. Então, esse é um dos erros dele. Também não consigo compreender quando alguém escreve dizendo que "Há quem diga que muitos desapareceram..." Quem disse isso? Existem provas concretas? Por que quando ficamos divagando, podemos estar levando outros a falsas premissas. Realmente Deus não é de esquerda e nem de direita. Deus é a Verdade! Ponto final. Cristo não veio criar ideologias, veio salvar almas do inferno.
Abraços fraternais Rô!

Tom Alvim disse...

Desculpe-me, mas tive que retornar ao texto. Fiquei irriquieto ao lê-lo com mais atenção e vi a sua perniciosidade. Ele é perigoso quando tenta abrandar o que o comunismo/socialismo fez e ainda faz no mundo. As atrocidades (e posso provar através de vários textos confiáveis) cometidas ao longo de vários anos. O autor do texto trabalha muito bem com as palavras, mas não convence. Pois usa de subterfúgios para tentar legitimar principalmente o comunismo. Tanto o comunismo como o capitalismo tem seus erros, mas o primeiro é uma ideologia satânica sim, por que os seus idealizadores queriam destronar Deus, usando a arma do ateísmo para isso. Até hoje isso é visto a grosso modo aonde esta doutrina é implantada, inclusive no Brasil. Um cristão capitalista está errado se estiver amando o mundo e suas armadilhas, mas um cristão comunista é impensável. Até soa mau. Tenho muitas outras impressões ruins sobre o texto em questão mas vou ficando por aqui para não me alongar muito.

Casal 20 disse...

Além de concordar com o que Tom disse, creio que não é possível, na prática, tolerar um regime que não tolera a minha opinião. Entendo que preciso criar uma hierarquia de critérios e na minha hierarquia liberdade rege os demais critérios seguintes.

Entendo também que a afirmação inicial é falsa: "O comunismo, por exemplo, sacrifica a liberdade de seus cidadãos no altar da justiça social. O capitalismo faz o inverso, sacrifica a justiça social no altar da liberdade". O Comunismo não sacrifica ninguém no altar da justiça social pelo simples fato de que não há justiça social, porque nos países comunistas também há classes de poder. Há quem manda e quem obedece, há quem participa do partidão e quem está fora, há as oligarquias dentro do sistema e os marginalizados, há quem acumula riquezas e as distribui entre os seus, enfim, todos peças de uma máquina totalitarista: isto não é justiça social, isso é medo, é opressão.

Assim, demonizo sim o comunismo que assassinou mais de 100 milhões de pessoas no mundo! Isto é de longe incomparável às estatísticas de qualquer massacre capitalista.

E mais, dentro do sistema capitalista, eu posso escrever o que estou escrevendo agora, mas isso é impensável na China, em Cuba e na Koréia do Norte. A internet é vigiada pelo Estado (e há novas propostas para vigiarem ainda mais) .

Com tudo isso, porém, e muito mais que eu poderia dizer, concordo com as mazelas do capitalismo e creio que cada um de nós podemos fazer e muito pelo nosso vizinho para retirá-lo de uma situação de falta de oportunidades. Aliás, "oportunidades" é uma palavra que não existe em sistemas comunistas. O emprego é definido pelo Estado, que também define o salário. Assim, com o lucro vigiado e monitorado, como fazer caridade?

A sobra acumulada do consumismo não é responsabilidade do capitalismo, mas do indivíduo egoísta e pecador. A escassez distribuida pelo comunismo é responsabilidade de um indíviduo que se sujeita à tutela do Estado.

Enfim, como está muito bem dito no texto, o problema não é direita ou esquerda. O problema é o indivíduo rebelde ao amor de Deus - mas isso eu falo abertamente aqui, enquanto nos países comunistas muitos irmãos dizem o mesmo às escuras, escondidos, ameaçados de morte pelo Estado.

Abraços sempre afetuosos.

Fábio.

Tom Alvim disse...

Desculpe-me, mas tive que retornar ao texto. Fiquei irriquieto ao lê-lo com mais atenção e vi a sua perniciosidade. Ele é perigoso quando tenta abrandar o que o comunismo/socialismo fez e ainda faz no mundo. As atrocidades (e posso provar através de vários textos confiáveis) cometidas ao longo de vários anos. O autor do texto trabalha muito bem com as palavras, mas não convence. Pois usa de subterfúgios para tentar legitimar principalmente o comunismo. Tanto o comunismo como o capitalismo tem seus erros, mas o primeiro é uma ideologia satânica sim, por que os seus idealizadores queriam destronar Deus, usando a arma do ateísmo para isso. Até hoje isso é visto a grosso modo aonde esta doutrina é implantada, inclusive no Brasil. Um cristão capitalista está errado se estiver amando o mundo e suas armadilhas, mas um cristão comunista é impensável. Até soa mau. Tenho muitas outras impressões ruins sobre o texto em questão mas vou ficando por aqui para não me alongar muito.

Obs.: Rô, desculpe-me por repetir este comentário, não sei se ele se perdeu na hora que cliquei em publicar comentário.

Casal 20 disse...

Tom Alvim, corroboro-o!

Abraços sempre afetuosos.

Fábio.

Taw disse...

Legal. Texto interessante... mas...

Mas ocorre que no mundo real atual e concreto em que estamos inseridos a batalha por "ideologias" está apenas na superfície, sabe como é... para mover os idiotas úteis.

O que eu quero dizer é que a civilização ocidental chegou a um nível de liberdade individual e moral; e agora neste momento mesmo está retrocedendo em direção à moral e ao cerco imposto por uma força "Estatal" [acho que posso me referi assim]. Semelhante a séculos anteriores, ou mesmo a países de nosso tempo como China [super-estado por sinal], Coreia do Norte, Cuba, etc.

Os cidadãos do mundo que adquiriram certa liberdade no último século estão prestes de perdê-la... seja em nome do "politicamente correto", seja em nome da luta contra o "ódio", ou pelo "combate" ao terrorismo, não importa o rótulo, o negócio do momento é tirar a liberdade! Tudo, tudo recheado de patrulhamento ideológico e anticristianismo...

Claro... para uma instituição semelhante ao Estado como conhecemos UNIFORMIZAR as consciências para trabalhem para os LÍDERES, deve-se mesmo controlar a MORAL de tais indivíduos de forma coletiva, assim qualquer religião monoteísta seria um empecilho para o devido controle Estatal. As religiões politeísta podem ser mais facilmente deformadas com criação ou exaltação de deuses que possam dar "validade" ao super-estado ou suas conveniências, e as formas de governo impostas pelos seus controladores [se é que é possível haver controle humano para tal contexto complexo].

Se bem que, a ciência é uma forma mais bem elabora e estratégica para manter esse controle... vide aquecimento global antropogênico, eugenia da era Hitler [baseada no princípio que só os mais adaptados podem sobreviver], etc.

Enfim o texto é interessante. Mas:

Qual país do mundo é capitalista hoje???
Qual país do mundo é socialista hoje???

Viu... é uma disputa superficial... É a liberdade individual que tem sido constantemente atacada em todo mundo civilizado, não o capitalismo... até porque ele nem mesmo existe... o que existe na economia do mundo hoje são alguns retalhos de "ismos", e não um sistema único e sistematicamente elaborado... -.-" Não para que as coisas funcionem melhor, mas para que dê mais poder aos que já possuem o suficiente para intervir na estrutura do sistema quando conveniente [a eles, óbvio].

Com certeza... a verdadeira luta é pela CONSERVAÇÃO da liberdade individual que foi conquistada nos últimos 3 séculos... que talvez hoje esteja no auge e ao mesmo tempo no seu declínio.

É o que eu penso na relação homem vs Estado.

disse...

Muito bonito o discurso que prega certa tolerância a ponto de no final nos pedir para nos mantermos neutros enquanto o sistema comunista tenta se estabilizar de fato na nação. Eles veem a igreja como um de seus empecilhos para a instalação deste sistema, pois a mesma se mantêm firme em seus princípios morais contrariando os princípios do comunismo. Daí nos tornemos os maiores opositores, mas se seguirmos a orientação dada acima no artigo, eles não terão mais a nossa imposição e no futuro nos engolirão vivos.
Além do mais na sua narrativa o autor romantiza o comunismo dando a ele práticas comum no socialismo, pois o que vemos na prática nos países comunista, são atrocidades muito maiores do que aquelas que hoje eles atribuem a ditadura militar. Pediria se alguém aqui pudesse me explicar onde estar o divisor de águas entre o comunismo x socialismo, porque todos eles pregam justiça social, e nos seus rótulos dizem ser comunistas? E maior erro deles é tentar enganar a igreja associando as ideias marxistas aos ensinamentos de Jesus e os apóstolos.

disse...

Tom Alvim e os demais irmãos, gostei dos comments de todos!
Paz!

Teophilo Noturno disse...

O autor do texto é um personagem altamente questionável, herdeiro de sua própria seita e conivente com satanistas.

Fora a lucidez dos que anteriormente comentaram aqui, gostaria de apresentar uma refutação que publiquei a outra baboseira que ele publicou:
http://blog.teophilo.info/2010/06/quem-e-seu-heroi.html

E uma análise mais detalhada sobre algumas das convicções que dissemina:
http://bit.ly/hermeneu

Graças a esse último texto que todo o satanismo do genizah veio a tona...

Paulo disse...

Posso citar dois exemplos que representam tanto a esquerda como a direita.

Adolf Hitler - representante da direita.

Stálin e Mao Tse Tung - representantes da esquerda.

Sob o regime nazista a igreja foi penalizada.

Sob o regime comunista a igreja tem sofrido o mesmo.

A religião é um entrave para tais regimes.

Antes do partido nazista assumir de vez o poder na Alemanha, igrejas e líderes protestantes se atrelaram aos nazistas.

Há relatos de que pastores, antes de Hiltler assumir o poder, levavam para cima dos púlpitos, integrantes do partido. E até a bandeira com a suástica nazista era estendida nos púlpitos.

Hitler assumiu o poder e foi um traste.

Situação parecida vivemos hoje no Brasil, quando pastores, com seus conchavos políticos obscuros, levam aos púlpitos políticos comunistas (justamente os mesmos que defendem confronto do estado com a religião) e colocam sobre os tais, o 'manto conservador' para enfim engabelar o povo.

A cada eleição vemos isto.

Infelizmente 99,999999% dos irmãos não conseguem enxergar isto.

A alienação é assustadora. Bastou ser um líder carismático ou falar com veemência, que rapidamente vira um 'deus'.

Como um exemplo de alienção posso citar o que fiz na semana passada. Fui denuncar a aproximação de um conhecido pastor da denominação da qual faço parte, a um dos maiores incentivadores da agenda gay no Rio, e o que tem de gente me chamando de inimigo não é brincadeira!

É drástico.

disse...

PAULO, sei como é,e sei quem é o pastor e os incentivadores da agenda gay aqui no Rio. Não se cale!

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